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Diabetes

Complicações

Podemos evitar as complicações do diabetes de um modo geral?

É claro que sim. Apesar de seu nível de agressividade, as complicações, no longo prazo, ocorrem geralmente quando se permite que os níveis de glicemia fiquem constantemente altos, durante muitos anos. Portanto, essas complicações podem ser prevenidas quando o problema é detectado a tempo e se for dada uma atenção toda especial ao controle de peso, às atividades físicas e à alimentação.

 

 

Não importa o tipo de diabetes: o risco de acometimento da visão é extremamente preocupante!

O diabetes é a principal causa de lesões da retina (parte posterior do olho, onde a luz é focalizada e processada para que as imagens sejam enviadas para o cérebro) e, por consequência, uma das principais causas de cegueira em jovens adultos. É a chamada retinopatia diabética.

O excesso de glicose no sangue ataca os pequenos vasos sanguíneos que chegam até os olhos, principalmente à retina. Uma vez que esses vasos sejam destruídos, a retina não terá mais energia para funcionar e a cegueira poderá ocorrer rapidamente. Por isso, é fundamental fazer o diagnóstico precoce de qualquer alteração.


O mau controle do diabetes, seja ele do tipo 1 ou 2, é a principal causa de insuficiência renal em todo o mundo. Para se ter uma ideia, de 40% a 50% dos pacientes submetidos atualmente à diálise apresentam nefropatia diabética.

Uma das funções dos rins é impedir que substâncias importantes para o organismo sejam eliminadas pela urina, dentre elas, a albumina, um tipo de proteína do sangue. Por essa razão, uma das maneiras mais características de se detectar o quanto os níveis excessivos de glicose estão afetando os rins é verificar se está ocorrendo perda inesperada de albumina na urina, mesmo que em pequenas quantidades. É a chamada microalbuminúria. Quando a microalbuminúria for percebida, é hora de intensificar o controle da glicemia.


Níveis elevados de glicemia podem atacar qualquer nervo do nosso corpo e prejudicar suas funções. Esse outro efeito prejudicial da hiperglicemia é conhecido como neuropatia diabética, que pode se manifestar de várias maneiras.

Neuropatia periférica

 

Os nervos localizados na periferia do corpo, como as extremidades dos pés e das mãos, podem ser afetados pelo excesso de glicose no sangue, resultando em adormecimento, formigamento e sensação de queimação ou choque nas áreas atingidas e dor intensa, principalmente durante a noite.

Mais uma vez, alertamos para a importância do controle da glicemia. Se a hiperglicemia for constante, a neuropatia pode levar à perda de sensibilidade e fraqueza nos braços, mãos, pés e pernas. Nesse caso, estamos diante de um grande problema: os vasos sanguíneos dessas regiões podem estar sendo agredidos pela glicose elevada no sangue. Imagine não sentir quando alguma coisa machuca seus pés, mesmo que sejam os sapatos apertados, ou ainda ter problemas de cicatrização pela falta de boa circulação.

A perda da sensibilidade nos pés, associada à má circulação em suas artérias, aumenta as chances de machucados sem que se perceba, com a formação de feridas que dificilmente vão cicatrizar. A esse conjunto de sintomas chama-se pé diabético.

As feridas de um pé diabético podem facilmente infectar-se por fungos e bactérias. Por isso, fique sempre muito atento e procure imediatamente o seu médico em caso de feridas para que ele inicie rapidamente o tratamento adequado. Com isso, você evita as complicações que podem inclusive levar à amputação de dedos, do pé ou até da perna.

Neuropatia autonômica

A hiperglicemia não controlada, da mesma forma que agride os nervos das extremidades do corpo, pode também atingir os nervos do sistema nervoso autônomo, que estimulam - independentemente da sua vontade - o funcionamento de órgãos como o coração, estômago, intestinos, bexiga e vasos sanguíneos. Uma vez afetados, esses nervos prejudicam, por exemplo, o esvaziamento rápido do estômago (sensação de empachamento) e podem fazer com que uma pessoa diabética tenha infarto do coração sem ao menos sentir a dor que poderia levá-lo a tempo a um pronto-socorro.


Cerca de 75% das pessoas com diabetes tipo 2 costumam apresentar doenças cardíacas, principalmente em função do processo de agressão que sofrem as artérias coronárias (responsáveis por levar sangue aos músculos do coração) causado pelo excesso de glicose no sangue. Lembre-se de que o risco de ataques cardíacos é duas a três vezes maior em pessoas com diabetes.

A normalização dos níveis de glicemia pode reduzir o risco de ataques cardíacos (infartos do miocárdio) em até 50%, ainda mais se outros fatores de risco como altos níveis de colesterol, hipertensão e tabagismo também forem controlados.

Da mesma forma que agride as artérias coronárias, a glicose não perdoa as artérias que levam sangue ao cérebro. Pouco sangue no cérebro significa pouco oxigênio para suas células e, consequentemente, prejuízo de suas funções em geral e alto risco de derrames.


Confira abaixo as possíveis complicações crônicas do diabetes mal controlado.

Obstrução das artérias coronárias e acidentes vasculares cerebrais (derrames)

2-4 vezes mais chances.
Causas de 65% das mortes entre diabéticos.

Hipertensão arterial

Presente em 73% dos diabéticos.

Cegueira

Principal causa entre adultos de 20 a 74 anos.

Insuficiência renal

Principal causa de insuficiência renal. 
Responsável por 44% de todos os casos.

Neuropatias diabéticas

Atingem 60%-70% dos diabéticos. 
Responsáveis por mais de 60% das amputações.

Complicações na gravidez

Defeitos congênitos no bebê em 10% dos casos. 
Abortos espontâneos em 15%-20% dos casos.
Bebês muito grandes.

Problemas dentários

Risco duas vezes maior de periodontites em diabéticos.
1/3 dos diabéticos perdem fixação dos dentes nas gengivas.


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Última atualização: 15/03/2016
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